segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O trabalho do bom gestor

Tudo isso deve estar previsto no projeto político pedagógico, documento que precisa ser construído juntamente com toda a comunidade (interna e externa) e tem como função especificar os objetivos em termos de formação do alunado. Só com a definição de aonde se quer chegar a equipe consegue projetar as ações ao longo do ano letivo - e o diretor pode definir quem assume a responsabilidade pelo acompanhamento e pela execução de cada projeto e lutar para garantir as condições necessárias para que eles se concretizem. Infelizmente, não é isso o que se vê nas redes públicas brasileiras.

O trabalho do bom gestor aparece quando ele coordena uma análise eficaz da situação da escola e organiza o que é preciso fazer para que ela atinja seus objetivos. Essa visão integradora (ou sistêmica) permite pensar em mudanças e mobilizar os envolvidos. Assim, se uma das metas é alfabetizar todos os alunos até o fim do 1º ano, o passo inicial é saber se os professores têm formação e preparo para tanto? Da mesma forma, cabe ao diretor entender se o coordenador pedagógico dispõe de um acervo de projetos e sequências didáticas para trabalhar com o corpo docente nos horários de trabalho coletivo. O mesmo vale para o material: ele é suficiente e de qualidade? O espaço está organizado para inserir os pequenos na cultura letrada? Se a escola não faz esse questionamento, não mobiliza conhecimentos da gestão da aprendizagem e da infraestrutura.

Outro exemplo possível é pensar que um dos propósitos educativos é o ensino do respeito aos indivíduos. Se esse é o caso de sua escola, não dá para imaginar que as merendeiras tratem as crianças de forma ríspida na hora das refeições ou que as obriguem a comer o que não querem, por exemplo.

Basta de apagar incêndios

Para manter certo distanciamento dos problemas - afastamento apenas suficiente para analisar melhor a situação e propor soluções, nunca para fugir da raia -, é essencial escapar de uma armadilha que diariamente se coloca no caminho de qualquer diretor: as emergências. Sim, é papel do gestor encontrar solução para a falta de professores e de material pedagógico ou ingredientes para a merenda, bem como para os pais que aparecem sem hora marcada. Mas é fácil perceber que esses e outros incêndios pipocam por falta de planejamento, de cultura de trabalho em equipe e de delegação de tarefas. Afinal, não é difícil ter um plano B para quando um docente se ausenta, fazer com que uma das merendeiras (ou alguém da secretaria) se encarregue de fazer o cardápio e garanta que as compras sejam efetuadas com antecedência - ou reservar um dia da semana para receber as famílias, sempre com hora marcada, para evitar desgastes de parte a parte.

Ao agir assim, sobra tempo para supervisionar as diversas áreas e, conhecendo-as melhor, relacioná-las diretamente à função primordial da escola: como já foi dito, garantir que todos os alunos aprendam. Sempre, é claro, contando com a ajuda da equipe: juntamente com o coordenador, buscar alternativas para melhor formar a equipe docente; ao lado do orientador educacional, correr atrás de soluções para integrar os estudantes com algum problema que afete seu desempenho; e, no trabalho com o supervisor da Secretaria de Educação, utilizar as soluções oferecidas pela rede ou pressionar para que as políticas públicas sejam voltadas para a resolução das questões educacionais mais prementes.

Já é consenso que a atuação do diretor é um dos fatores que mais influenciam a aprendizagem. Mas ainda há poucas pesquisas menos focadas em dados estatísticos do que na análise e no aprofundamento das experiências reais de escolas - como é o caso das Práticas Comuns dos Diretores Eficazes, da FVC, e de um estudo que está sendo conduzido pelo Ministério da Educação e pelo Banco Mundial, intitulado Melhores Práticas em Escolas Efetivas de Ensino Médio, que deve ser divulgado nos próximos meses. Eles lançam luzes sobre a realidade de nossa Educação e, assim, ajudam a mostrar aos profissionais que ocupam essa função tão importante (ou apenas estão começando no cargo) por que é imprescindível refletir e planejar mais - e experimentar menos.

FONTE: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/quatro-segredos-gestao-eficaz-escolar-praticas-eficazes-diretor-508635.shtml?page=5

Os dez livros para a formação pessoal do gestor escolar

Os dez livros para a formação pessoal do gestor escolar


1. Raízes do Brasil: Fundador da moderna História do Brasil, esse livro de Sérgio Buarque de Holanda aborda aspectos da vida social, política e econômica para explicar as origens da identidade brasileira. Fundamental para entender traços da personalidade nacional como a dificuldade que temos de separar o espaço público do privado, habilidade imprescindível para o gestor escolar.

2. Casa Grande & Senzala: Mesmo após setenta anos da sua publicação esse texto histórico com linguagem literária do sociólogo Gilberto Freyre permanece um clássico da historiografia brasileira. Abordando os antagonismos de classe que estão na fundação das desigualdades da nossa sociedade, o autor ajuda a entender os conflitos que ainda hoje se reproduzem nas escolas brasileiras.

3. Formação Econômica do Brasil: Mistura de relato histórico com análise econômica, o livro de Celso Furtado abrange desde a ocupação do território brasileiro no período colonial - passando pelos ciclos da madeira, do ouro, do açúcar, da pecuária e do café - até a industrialização, já no século XX. São 500 anos da vida econômica brasileira vistos sob um olhar humano que aborda também a evolução da força do trabalho, da escravidão ao assalariado, e desnuda o desafios que ainda hoje persistem.

4. O que faz o Brasil, Brasil?: Ao analisar os grandes acontecimentos da vida cultural brasileira como o Carnaval, as festas religiosas, o futebol e a política, Roberto DaMatta tenta responder a pergunta que dá título a esse clássico. As descobertas são variadas como o já popularmente consagrado "jeitinho brasileiro", cientificamente explicado por DaMatta.

5. História Concisa do Brasil: O livro de Boris Fausto é, talvez, um dos mais bem sucedidos para o desafio que se propõe: resumir toda a história do país em uma única obra. Com linguagem acessível, é um excelente título de entrada para os estudos.

6. O Povo Brasileiro: Entender os motivos do fracasso do projeto social brasileiro, que gerou uma estrutura profundamente desigual em um país repleto de riquezas naturais e culturais é a proposta desse livro do sociólogo e educador Darcy Ribeiro.

7. Vigiar e Punir: O filósofo e sociólogo francês Michel Foucault estuda nessa obra a evolução da legislação penal e dos métodos de punição desenvolvidos pela humanidade ao longo da história. Essencial para compreender as origens de mecanismos punitivos ainda hoje presentes nos sistemas educacionais.

8. Ética a Nicômaco: Os ensaios do filósofo grego Aristóteles debatem a própria origem do conceito de ética e seu entrelaçamento com a vida humana no cotidiano. Dedicada ao seu filho, Nicômaco, a obra tem imenso valor pedagógico para o gestor que pretende ter um relacionamento melhor com seus pares e alunos.

9. A Era dos Extremos - O Breve Século XX: O veterano historiador Eric Hobsbawn conta nesse livro a história do século mais conturbado da humanidade, misturando fatos históricos ao seu próprio depoimento de testemunha ocular. A obra é fundamental para entender as origens dos conflitos e avanços que nos conduziram até o século XXI.

10. Desenvolvimento com liberdade: O livro do economista indiano Amartya Sen, vencedor do Nobel em 1999, promove uma verdadeira revolução no conceito de liberdade e coloca em cheque o desenvolvimento econômico que não gera acesso à Educação, Saúde e outros direitos básicos do homem.

e mais...

11. A História da Leitura: Contando a história da paixão pela leitura ao longo da história, o ensaísta italiano Alberto Manguel dá pistas de como estimular esse saudabilíssimo hábito nas crianças.

12. O Valor de Educar: Aposentando por um momento o debate sobre drogas, a violência e a intolerância que assolam as escolas, Fernando Savater retoma nesse livro os valores essenciais que estão por traz da tarefa de educar.



Fonte: Nova Escoal, ou./nov. 2009


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Indicação de filmes na área de educação e saúde



Jornada da Alma
Sinopse:

Uma garota de 19 anos dá entrada em um hospital psiquiátrico em Zurique, vinda da Rússia, em condições desesperadoras. A garota sofre de um severo caso de histeria. Um jovem médico, Carl Gustav Jung, a toma sob seus cuidados e, pela primeira vez em sua vida experimenta as técnicas de seu professor, Sigmund Freud. Assim, nasce uma história avassaladora de amor e paixão, corpo e alma.




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O clube do imperador
Sinopse:

O fim depende do começo!
Este é o lema do colégio de rapazes St. Benedict's, freqüentado pela nata da sociedade americana.
É neste ambiente, cujos alicerces são a tradição e honra, que leciona o professor Hundert - um apaixonado pela história antiga ­ que dá aulas onde a emoção e a alegria estão presentes.
Mas um aluno em especial começa a incomodar. Trata-se do arrogante Sedgewick, filho de um respeitado senador, que inicia uma guerra particular com o mestre. Um batalha de egos e vontades que vai durante mais de 25 anos.


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Sociedade dos poetas mortos

Sinopse:

Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".



Palavras de amor

Sinopse:

Eliza Naumann (Flora Cross) tem 11 anos e vem de uma família incomum: todos descontam suas frustrações emocionais de formas secretas. Quando Eliza começa a vencer concursos de soletrar palavras, a dinâmica da família vai abaixo: segredos guardados há muito tempo vêm à tona, especialmente relacionado ao renascimento espiritual de seus pais, Saul (Richard Gere) e Miriam (Juliette Binoche). Enquanto Eliza chega perto de vencer o campeonato nacional, a família Naumann entra em uma espiral de surpresas e incertezas.>




> Escritores da liberdade
Sinopse:

Hilary Swank, duaz vezes premiada com o Oscar, atua nessa instigante história, envolvendo adolescentes criados no meio de tiroteios e agressividade, e a professora que oferece o que eles mais precisam: uma voz própria. Quando vai parar numa escola corrompida pela violência e tensão racial, a professora Erin Gruwell combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula faça a diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo. Com eletrizantes performances de um elenco de astros, incluindo Scott Glenn (Dia de Treinamento), Imelda Stauton (Harry Potter e a Ordem da Fênix) e Patrick Dempsey (Grey's Anatomy), ganhador do Globo de Ouro. Escritores da Liberdade é basedo no aclamado best-seller O Diário dos Escritores da Liberdade.



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Gênio indomável
Sinopse:

Em Boston, um jovem de 20 anos (Matt Damon) que já teve algumas passagens pela polícia e é servente de uma universidade, revela-se um gênio em matemática e, por determinação legal, precisa fazer terapia, mas nada funciona, pois ele debocha de todos os analistas, até se identificar com um deles.





> Uma mente brilhante
Sinopse:

Uma Mente Brilhante é baseado no livro A Beautiful Mind: A Biography of John Forbes Nash Jr., de Sylvia Nasar. O filme conta a história real de John Nash que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade. Brilhante, Nash chegou a ganhar o Prêmio Nobel. Diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos, Nash enfrentou batalhas em sua vida pessoal, lutando até onde pôde. Como contraponto ao seu desequilíbrio está Alicia (Jennifer Connelly), uma de suas ex-alunas com quem se casou e teve um filho.




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Em busca da terra do nunca
Sinopse:



Estamos em 1903. James Barrie já é um dramaturgo respeitado que conta com o apoio entusiasmado do produtor Charles Frohman (Dustin Hoffman), mas está perdendo a calma sobre sua última peça.

"Sinto que eu poderia fazer melhor", ele admite. Barrie é escocês, mas não tem nada de sóbrio ou melancólico, como o estereótipo de seus conterrâneos. Pelo contrário. Ele deixa de lado sua bela esposa, Mary (Radha Mitchell), para levar seu cão Porthos para passear no parque.

Certo dia, enquanto está no parque, Barrie conhece uma família de quatro garotos e sua mãe, a viúva Sylvia (Kate Winslet).

Sintonizando-se de imediato com as brincadeiras de fantasia dos meninos, Barrie monta um "show" para eles, fazendo de conta que Porthos é um urso. "Que absurdo!" comenta um dos garotos. "Ele é apenas um cachorro."

"Apenas!", responde Barrie, revoltado. "Essa é uma palavra terrível, capaz de apagar uma vela." Ele então começa a dançar com o "urso", e a cena vira um picadeiro de circo, com animais, palhaços e mímicos.

A imaginação infantil do escritor cria uma conexão imediata com os meninos órfãos. Barrie logo começa a passar a maior parte de seu tempo com a família, participando das brincadeiras dos meninos, observando-os e fazendo anotações.

Cria-se um conflito não apenas com sua mulher, que, sentindo-se cada vez mais distante do escritor, procura um amante, mas também com a desagradável mãe de Sylvia, representada por Julie Christie.

As pessoas já comentam à voz pequena, não apenas pelo fato de Barrie passar tanto tempo com a bela viúva, mas também por ser um homem adulto que fica na companhia de quatro meninos.

Mas Barrie é tão inocente quanto Peter Pan, embora exista uma história de seu passado que o afete profundamente. Muitas dificuldades ainda estão pela frente, e Sylvia adoece com algo que parece ser bem mais grave do que uma simples tosse.

À medida que Barrie vai absorvendo todos os elementos que lhe permitirão criar uma peça de teatro mágica, o roteiro de David Magee traz à tona pequenos momentos que virariam ícones na obra-prima do escritor, tais como um sininho e um despertador que faz tique-taque. O filme possui uma doçura que em nenhum momento se torna exagerada.

"Meninos pequenos não deveriam ir para a cama nunca", diz Barrie. "Quando acordam, estão um dia mais velhos, e, antes que você se dê conta do que aconteceu, já viraram gente grande."

Peter Pan foi a primeira grande obra mundial de entretenimento infantil. O diretor Marc Forster mostra sua criação com grande afeto e atenção aos detalhes. Seu trabalho com os garotos - especialmente Freddie Highmore, no papel de Peter - é notável; eles competem em pé de igualdade com Johnny Depp pela atenção do espectador.




> Uma lição de amor
Sinopse:



Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.




> Minha vida (My life)
Sinopse:

Michael Keaton vive o maior papel de sua carreira neste emocionante filme estrelado por Nicole Kidman. Keaton encarna Bob Jones em Minha Vida. Ele é o proprietário de uma empresa de relações públicas, cujo casamento sólido e feliz com Gail Jones (Nicole) reverte suas expectativas depois que ele recebe duas notícias: primeiro, Jones descobre que será pai pela primeira vez. Logo em seguida, é informado que sofre de uma doença terminal. Sabendo que poderá estar morto antes de seu filho nascer, ele resolve então fazer um vídeo apresentando-se a ele e discorrendo sobre os momentos mais alegres e mais penosos de sua vida.



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Rain Man
Sinopse:



Um jovem yuppie (Tom Cruise) fica sabendo que seu pai faleceu. Eles nunca se deram bem e não se viam há vários anos, mas ele vai ao enterro e quando vai cuidar do testamento fica sabendo que herdou um Buick 1949 e as roseiras premiadas do seu pai, sendo que um "beneficiário" tinha herdado três milhões de dólares. Fica curioso em saber quem herdou aquela fortuna e descobre que foi seu irmão (Dustin Hoffman), que ele desconhecia a existência. O irmão dele é autista, mas pode calcular problemas matemáticos complicados com grande velocidade e precisão. O yuppie seqüestra seu irmão autista da instituição onde ele está internado, pois planeja levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois se compreenderão mutuamente e entenderão o significado de serem irmãos.




> Meninos não choram
Sinopse:



Ao mudar de cidade, Teena (Hilary Swank, em atuação formidável) passa a vestir-se como um rapaz; experimenta o prazer de dirigir em alta velocidade, de ser tratado como igual pelos amigos, e de ser desejado pelas garotas. Brandon se encanta com Lana (Chloe Sevigny, uma forte e tocante presença em cena), que passa a ser sua namorada. Não sabemos em que ponto Lana fica sabendo que Brandon não é de fato um garoto, mas ela acaba sabendo, assim como sua família, e aí vem a tragédia. John (Peter Sarsgaard) e Tom (Brendom Sexton III) são amigos de Lana e Brandon mas, quando descobrem sua verdadeira identidade, tratam de castigá-la brutalmente como a um rapaz. Ao final, descobrimos que os dois são psicopatas e que, embora os fatos sejam verídicos, fica faltando algo que justifique o que fazem. Essa é a única ressalva a ser feita num filme cheio de raras qualidades. O filme atinge seu clímax na revelação da identidade de Brandon, quando ele é forçado a tirar a roupa - e vemos, como os que estão a sua volta, que ele é uma menina. A nudez de Brandon é a maior violação, maior que o estupro; é a violação de sua identidade, de sua alma de rapaz. Ao decorrer do filme, vemos Brandon tomar forma, realizar-se como homem. A descoberta é um trauma irrestituível, um dano moral, espiritual, e tambem social, pois se estende aos que estão a sua volta.

A historia de Brandon é uma tragédia genuína e contemporânea. A busca da identidade passa, para ele, pela mudança de sexo, pela conquista, através da sexualidade, de uma nova e mais verdadeira condição. Brandon é um herói do nosso tempo, e foi retratado com muita delicadeza e propriedade por Kimberly Pierce.






> Em seu lugar
Sinopse:



Ao ver o cartaz do filme Em Seu Lugar e a frase “amigas, rivais, irmãs” o espectador pensa que é mais um daqueles filmes que retratam uma crise familiar entre duas irmãs que não possuem nada em comum. E a produção fala disso mesmo. Mas com uma pequena diferença. Neste projeto, o drama é tratado sem muita sentimentalidade, as irmãs não agem de acordo com a vontade do roteiro, e trata com muita inteligência sobre a vida em família, relação entre irmãos e as falhas do ser - humano. Com boas interpretações de Cameron Diaz, Toni Collette e Shirley MacLaine, o filme é uma grata surpresa para o público e dá uma revitalizada no gênero já desgastado em Hollywood.

Adaptada do livro homônimo de Jennifer Weiner, a produção conta a história das irmãs Rose (Collette) e Maggie Feller (Diaz). A primeira é uma advogada bem sucedida que não gosta do seu corpo e sua maior paixão é comprar sapato, já que, para ela, comida engorda e roupas não lhe caem bem. Já a segunda irmã é uma festeira. Desempregada, Maggie gosta mais de aproveitar e curtir a vida do que ter responsabilidades.

Após uma grande discussão, as duas irmãs ficam sem falar e Maggie descobre o paradeiro de sua avó (MacLaine) que até então julgava morta. Após algum tempo, as duas tentam seguir a vida em frente, mas começam a perceber que precisam se reencontrar.

O maior ponto positivo do filme é que ele tenta, ao máximo, evitar os clichês do gênero. Perceba que, com o desenrolar do filme, mais conhecemos a respeito das irmãs. Maggie possui dislexia (distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração), o que dificulta suas chances de conseguir um emprego. Rose é tão insegura quanto a si mesma que ela desliga a luz até nos momentos que fica a sós com seu namorado. A direção segura de Curtis Hanson, também não deixa nada a desejar.

As atrizes principais se destacam cada uma à sua maneira. Collette demonstra versatilidade em seu repertório. Após atuar em filmes do gênero suspense, drama, policial e comédia, a atriz incorpora alguns gestos de insegurança através de pequenas sutilezas. Diaz acrescenta mais sensualidade na desajuizada irmã. Mas nos momentos, que ela deixa sua sedução em segundo plano, a atriz prova que não é só mais um rosto bonito. MacLaine, a mais experiente das três, apresenta uma interpretação tão eficiente que possui grandes chances de ser uma das indicadas ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Finalizando, Em Seu Lugar pode não ter finais imprevisíveis, e nem grandes reviravoltas. Mas surpreende o público apresentando uma inteligente história entre irmãos. Uma história tão bem construída que dificilmente decepcionará algum espectador.



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O preço do desafio
Sinopse:

A história real do professor de matemática Jaime Escalante, cuja experiência didática em meio a delinqüentes de uma escola de Los Angeles, terminou nos tribunais e gerou desconfianças de racismo.

Com um método que fugia do convencional ele conseguiu, em 1982, que dezoito de seus alunos fossem aprovados numa difícil prova de especialização em cálculos. Acusados de fraude devido à semelhança das respostas, os alunos decidem aceitar o desafio e provar à justiça sua inocência.



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Meu Mestre, Minha Vida (Lean On Me)
Sinopse:

Há um novo professor na cidade, e ele está promovendo um verdadeiro pandemônio na Fallbrook Middle School. Ele é atraente, simpático e informal. Os alunos amam o sr. D (Ryan Reynolds, de Horror em Amityville). Os professores também o admiram... com exceção de Matt Warner (David Paymer, de Em Boa Companhia), o ansioso professor de biologia, que sonha em ganhar o prêmio de Professor do Ano. Seu pai, Stormin? Norman (John Astin, de Os Espíritos), foi Professor do Ano durante 43 temporadas seguidas, e Matt está determinado a fazer deste o seu ano. Mas com o sr. D (Michael D?Angelo) em cena, Warner vê sua chance escapar. Ele não consegue competir com quem até seu próprio filho admira. Mas há um segredo que pode mudar o jogo. O diretor William Dear faz uma ponta como um astronauta.


Fonte: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/filmes.htm

Cidadania sempre!!!

“Para além do jargão


“cidadania é ter direitos e cumprir deveres”, podemos pensar na cidadania como
uma responsabilidade individual e coletiva com o social e o bem comum, buscando
cooperação e complementaridade na ação coletiva, em trabalho coletivo e plural.” (CANGUÇU, 2008).

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O ESPRO e o Programa de Aprendizagem

O ESPRO e o Programa de Aprendizagem - cursos específicos

A partir do momento em que o jovem Aprendiz é contratado por uma empresa parceira, este deverá freqüentar os Programas Específicos de aprendizagem, pois o objetivo do Espro é, além de oferecer uma Capacitação Básica, dar continuidade à formação profissional desse jovem de acordo com o segmento que a empresa contratante trabalha.

O jovem permanecerá pelo período de dois anos, exigência presente em lei. Sua freqüência ao Espro será estabelecida entre a Instituição e a empresa parceira.

Os Cursos Específicos são divididos em dois programas: bancário e administrativo.

Técnicas Básicas
Administrativo
Bancário
Seguros
Alimentos
Educação
Hospitalar
Varejo
Atendimento Aeroportuário
Atendimento e Negociação
Gestão Organizacional


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Aprendizagem Nacional

O Programa de Aprendizagem Nacional atende a jovens de 18 a 24 anos em todo o território nacional. Essa foi uma importante ferramenta para ministrar Programas de Aprendizagem a jovens de todo o Brasil, diminuindo distâncias demográficas e propiciando a convivência em ambiente de aulas teóricas presenciais.Neste programa, capacitamos todos os anos milhares de jovens, que passam pelos cursos de técnicas bancárias e são inseridos em empresas parceiras.

Técnicas Ministradas

Marketing Pessoal
História Bancária
Contabilidade Básica
Administração
Atendimento ao Cliente
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Semente do Futuro

No primeiro semestre de 2007, o Espro firmou parceria com uma das empresas participantes dos Programas de Aprendizagem com o intuito de incluir no mundo do trabalho, jovens atendidos por instituições assistenciais. O projeto “Semente do Futuro”, por meio da Lei do Aprendiz e do Programa de Aprendizagem do Espro, está capacitando e empregando centenas de jovens.

Técnicas Básicas

Administração
Serviços Bancários
Seguro
Contabilidade
Monitoramento de Prática Esportiva
Editoração Eletrônica
Estatística
Informática
Atendimento ao Público
Comércio Varejista
Telemarketing

O ESPRO E A Capacitação Básica

O ESPRO E A Capacitação Básica

O Brasil conta hoje com cerca de 2,4 milhões de jovens com idades entre 16 e 24 anos, o que representa quase 17,5% da população do país, batalhando por uma melhor colocação no mundo do trabalho.Entretanto, esse mesmo mercado desde a década de 90 exige de seus profissionais uma melhor formação. Isso impede que esses jovens conquistem melhor colocação, levando-os ao mercado informal, onde trabalham sem perspectiva de ascensão profissional.
O Curso de Capacitação Básica para o Trabalho, visa a formação de jovens oriundos de famílias que recebam até 3 salários mínimos oferecendo oportunidade de capacitá-los e inserí-los através da Lei de Aprendizagem no mundo do trabalho.
O curso tem duração aproximada de seis meses.Os conteúdos desenvolvidos nesses cursos variam de acordo com a idade dos candidatos.

ESPRO : VOCÊ CONHECE... VOCÊ CONFIA!

O Espro é uma organização não-governamental (ONG) sem fins lucrativos fundada em 1979 por 6 Rotary Clubes (São Paulo, Leste, Cambuci, Aclimação, Liberdade e República).Investindo na educação profissional para jovens, o Espro destaca-se ao longo de sua história por, além de oferecer serviços para as empresas, garantir cursos de Capacitação Básica para o Trabalho totalmente gratuitos.
Ao longo de sua existência capacitou e formou milhares de jovens proporcionando sua inserção no mundo do trabalho.Visando formar jovens com idades entre 14 e 24 anos, matriculados em unidades da rede pública de ensino e de família cuja renda não ultrapasse a marca de três salários mínimos mensais, a missão do Espro é capacitar e inserir no mundo do trabalho futuros aprendizes.
Contando com estrutura física, administrativa e pedagógica o Espro insere anualmente cerca de 6.000 jovens aprendizes, oriundos dos cursos de Capacitação Básica e Específica, no mundo do trabalho e tem conseguindo atender a demanda vinda das empresas que diariamente se conscientizam sobre a Lei da Aprendizagem.
A Diretoria e o Conselho Deliberativo do Espro são formados por rotarianos do Rotary Club de São Paulo, RCSP Aclimação, RCSP Cambuci, RCSP Leste, RCSP Liberdade e RCSP República.

Acesse: www.espro.org.br

Desrespeito à Cidadania...


Desrespeito à Cidadania
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar o próximo, não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário... até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país. Cidadania é a participação de todos em busca de benefícios sociais e igualdade. É o exercício dos direitos e o cumprimento dos deveres.
A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção. É um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada.

Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar sua vida e a de outras pessoas. Cidadão é uma pessoa que possui direitos e deveres, exercendo-os na sociedade em que vive. Ser cidadão é participar da vida social do seu país, cumprir seus deveres e exercitar seus direitos, com liberdade e responsabilidade, sempre buscando a realização da igualdade social e a prática do bem comum.
Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. É ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.
No discurso corrente de políticos, comunicadores, dirigentes, educadores, sociólogos e uma série de outros agentes que, de alguma maneira, se mostram preocupados com os rumos da sociedade, está presente a palavra cidadania. Como é comum nos casos em que há a superexploração de um vocábulo, este acaba ganhando denotações desviadas do seu estrito sentido. Hoje, tornou-se costume o emprego da palavra cidadania para referir-se a direitos humanos, ou direitos do consumidor e usa-se o termo cidadão para dirigir-se a um indivíduo qualquer, desconhecido. De certa forma, faz sentido a mistura de significados, já que a história da cidadania confunde-se com a história dos direitos humanos, a história das lutas das gentes para a afirmação de valores éticos, como a liberdade, a dignidade e a igualdade de todos os humanos indistintamente; existe um relacionamento estreito entre cidadania e luta por justiça, por democracia e outros direitos fundamentais asseguradores de condições dignas de sobrevivência.

Expressão originária do latim, que tratava o indivíduo habitante da cidade (civitas), na Roma antiga indicava a situação política de uma pessoa (exceto mulheres, escravos, crianças e outros) e seus direitos em relação ao Estado Romano. No dizer de Dalmo Dallari:“A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo.
Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”. No Brasil, os primeiros esforços para a conquista e estabelecimento dos direitos humanos e da cidadania confundem-se com os movimentos patrióticos reivindicativos de liberdade para o País, a exemplo da inconfidência mineira, canudos e outros. Em seguida, as lutas pela independência, abolição e, já na república, as alternâncias democráticas, verdadeiros dilemas históricos que custaram lutas, sacrifícios, vidas humanas.
E hoje, a quantas anda a nossa cidadania? A partir da Constituição de 1988, novos instrumentos foram colocados à disposição daqueles que lutam por um País cidadão. Enquanto consumidor, o brasileiro ganhou uma lei em sua defesa – o CDC; temos um novo Código de Trânsito; um novo Código Civil. Novas ONGs que desenvolvem funções importantíssimas, como defesa do meio ambiente.
A mídia, apesar dos seus tropeços, tem tido um papel relevante em favor da cidadania. E muitas outras conquistas a partir da Nova Carta. Como o exemplo da Ação Cidadania Contra a Miséria e pela Vida, Movimento pela Ética na Política. Memorável a ação dos “caras-pintadas”, movimento espontâneo de jovens que contribuiu para o impeachment do presidente Collor.
A Ação Popular, Ação Civil Pública, Mandado de Injunção, Mandado de Segurança entre outros, além da instituição do Ministério Público, importante instrumento na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Há um longo caminho a percorrer. É só ativar um pouco a nossa acuidade natural e veremos que estamos cercados de um sem número de mazelas que insistem em infestar a nossa sociedade.
Os representantes que, mal acabam de se eleger, dão as costas para o eleitor e este não lhe nega a recíproca, deixando aqueles ainda mais à vontade para as suas rapinagens.
Uma pesquisa divulgada pelo Ibope em 25.11.03 traz dados preocupantes sobre as nossas relações de cidadania. Indica que 56% dos brasileiros não têm vontade de participar das práticas capazes de influenciar nas políticas públicas, 35% nem têm conhecimento do que sejam essas práticas e 26% acham esse assunto “chato demais” para se envolver com ele. Nem tudo está perdido: 44% dos entrevistados manifestaram algum interesse em participar para a melhoria das atividades estatais, e entendem que o poder emana do povo como está previsto na Constituição.
É inegável que o Brasil é um País injusto, ou melhor, a sociedade brasileira é extremamente desigual. Basta ver os números do IBGE para indagarmos os motivos de tantos contrastes, de tão perversos desequilíbrios. A situação de ricos e pobres parecem migrar para extremos opostos. Ao que parece, todos se preocupam, reclamam e se incomodam com esta triste realidade, mas, ações consistentes, de efeitos estruturais e capazes de mudar os rumos das tendências sócio-econômicas da sociedade brasileira não se podem vislumbrar, ainda.
É vontade geral manifesta que haja um mínimo de justiça social. A liberdade é a primeira das condições necessárias e suficientes à sustentação democrática. A outra condição para uma democracia sólida é a cidadania.
Para que haja democracia é necessário que governados queiram escolher seus governantes, queiram participar da vida democrática, comprometendo-se com os seus eleitos, apontando o que aprova e o que não aprova das suas ações. Assim, vão sentir-se cidadãos. Isto supõe uma consciência de pertencimento à vida política do país.
Querer participar do processo de construção dos destinos da própria Nação. Ser cidadão é sentir-se responsável pelo bom funcionamento das instituições. É interessar-se pelo bom andamento das atividades do Estado, exigindo, com postura de cidadão, que este seja coerente com os seus fundamentos, razoável no cumprimento das suas finalidades e intransigente em relação aos seus princípios constitucionais.
O exercício do voto é um ato de cidadania. Mas, escolher um governante não basta. Este precisa de sustentação para o exercício do poder que requer múltiplas decisões. Agradáveis ou não, desde que necessárias, estas têm de ser levadas a cabo e com a cumplicidade dos cidadãos. Estes não podem dar as costas para o seu governante apenas e principalmente porque ele exerceu a difícil tarefa de tomar uma atitude impopular, mas necessária, pois, em muitos momentos, o governante executa negócios que, embora absolutamente indispensáveis, parecem estranhos aos interesses sociais.
É nessas ocasiões que se faz necessário o discernimento, próprio de cidadão consciente, com capacidade crítica e comportamento de verdadeiro “também sócio” do seu país. Direitos e deveres do cidadão brasileiro Cidadão brasileiro. Sociedade. Direitos e deveres. Palavras simples, mas que abrigam sentidos tão complexos. Todos os indivíduos têm direitos e deveres. Devemos lutar para que os direitos sejam respeitados, e ao mesmo tempo, ter consciência dos deveres e cumpri-los.
Cada um de nós tem o direito de viver, de ser livre, de ter sua casa, de ser respeitado como pessoa, de não ter medo, de não ser pisado por causa de seu sexo, de sua cor, de sua idade, de seu trabalho, da cidade de onde veio, da situação em que está, ou por causa de qualquer outra coisa.
Qualquer ser humano é nosso companheiro porque tem os mesmos direitos que nós temos. Esses direitos são sagrados e não podem ser tirados de nós; se forem desrespeitados, continuamos a ser gente e podemos e devemos lutar para que eles sejam reconhecidos. Às vezes cidadãos se vêem privados de usufruírem de seus direitos por que vivem cercados de preconceito e racismo; é incrível, mas ainda nos dias de hoje encontramos pessoas que se sentem no direito de impedir os outros de viverem uma vida normal só porque não pertencem a mesma classe social, raça ou religião que a sua.
Nós cidadãos brasileiros temos direitos e devemos fazer valer o mesmo independente do que temos ou somos.
Exemplos de falta de respeito
Principais direitos do cidadão:
- direito de ir e vir;
- direito de igualdade perante a lei;
- direito de fazer ou deixar de fazer alguma coisa; - direito de não ser torturado e receber tratamentodesumano;
- direito a intimidade, vida particular, imagem, à inviolabilidade de seu domicílio, seus dados e correspondência e sua honra;
- direito de liberdade de expressão intelectual e comunicação; - direito à reunião e liberdades políticas e religiosas; - direito à informação, à propriedade e a petição.
Mas como cidadão brasileiro não temos apenas só direitos, mas deveres para com a nação, além de lutar pelos direitos iguais para todos, de defender a pátria, de preservar a natureza, de fazer cumprir as leis e muito mais. Ser cidadão é fazer valer seus direitos e deveres civis e políticos, é exercer a sua cidadania.
Com o não cumprimento do dever o cidadão brasileiro pode ser processado juridicamente pelo país e até mesmo privado de sua liberdade.
Principais deveres do cidadão:
- respeitar às leis;
- escolher bem os representantes políticos;
- o voto é a maior arma do cidadão;
- pagar em dia os tributos;
- exigir a nota ou cupom fiscal nas suas compras. Quem paga o imposto é o consumidor, pois o valor do imposto está embutido no preço da mercadoria. Desta forma, cada vez que você deixa de pedir nota ou cupom fiscal, o comerciante apropria-se indevidamente de um dinheiro que seria revertido em mais escolas, mais hospitais, mais segurança etc.;
- fiscalizar a ação administrativa do Estado, exigindo uma correta aplicação dos recursos financeiros arrecadados pelo Estado e transparência nos gastos;
- cobrar dos administradores dos recursos públicos uma prestação de contas clara e regular dos gastos;
- exigir um serviço de qualidade prestado pelos servidores públicos. Todo cidadão deve ser tratado com civilidade e respeito;
- respeitar os direitos sociais de outras pessoas;
- prover seu sustento com o seu trabalho; - alimentar parentes próximos que sejam incapazes de prover seus próprios sustentos;
- educar e proteger nossos semelhantes;
- proteger a natureza; - proteger o patrimônio comunitário;
- proteger o patrimônio público e social do País; - colaborar com as autoridades; - documentar-se.
Você deve ter os seguintes documentos: certidão de nascimento; carteira de identidade; carteira profissional; certidão do serviço militar (para homens); título de eleitor; carteira de saúde; CIC ou CPF para os contribuintes do imposto de renda.Se realmente queremos ser cidadãos plenos e conscientes de nossos deveres de cidadania, temos que lutar para que sejam cumpridas todas as leis!


Infelizmente o desrespeito aos direitos e deveres do cidadão, o desrespeito à cidadania, é muito comum nos dias de hoje. E isso contribui enormemente para o agravamento dos problemas sócio-ambientais e para a questão da qualidade de vida da população. Constantemente vemos desrespeito ao patrimônio público, ao patrimônio ambiental, aos direitos do próximo, ao espaço, à liberdade, à vida. Está faltando consciência da população para que a cidadania se torne plena e produtiva. Solidariedade, responsabilidade e compreensão dos fatos são fundamentais para melhorarmos as nossas condições de vida e de nossa comunidade.Enquanto houver uma criança passando fome, um idoso sem assistência, agressão à natureza, não se pode falar em felicidade e, muito menos, em cidadania. Conquiste seu título honroso de cidadão combatendo as atrocidades que hoje se alastram por cada canto de nossa sociedade. Respeite os direitos do próximo, lute pelos seus direitos e atente para os seus deveres. Através da cidadania é que iremos alcançar uma melhor qualidade de vida humana.

08 objetivos do milênio... você sabe quais são?

Em 2000, a ONU – Organização das Nações Unidas, ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio – ODM, que no Brasil são chamados de 8 Jeitos de Mudar o Mundo. Juntos nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa cidade, o nosso país.
1. ACABAR COM A FOME E A MISÉRIA

Neste momento, milhares de pessoas estão passando fome no Brasil e no mundo.
A fome é conseqüência da pobreza e também sua causadora. Para romper este círculo vicioso, é fundamental unir toda a sociedade.
Só dessa forma será possível garantir a condição básica de direito à vida: viver sem fome.
Você sabia que no Brasil há alimentos suficientes para alimentar toda sua população? Apesar disso, no nosso país, 29% das pessoas estão abaixo da linha da pobreza e apresentam deficiência alimentar.

SUGESTÕES DE AÇÕES:
Procurar informações sobre direitos e deveres dos cidadãos, para divulgá-los na comunidade e fiscalizar os órgãos competentes.
Atuar como capacitador voluntário, promovendo orientação profissional para os pequenos negócios do bairro.
Elaborar e distribuir material orientando sobre o que é uma boa alimentação.
Organizar e promover atividades de educação alimentar, visando o aproveitamento integral dos alimentos.
Aproveitar ao máximo os alimentos, cuidando de sua correta conservação, usando receitas alternativas e promovendo o não desperdício.
Fazer um Mural da Cidadania em escolas e locais públicos. Pesquisar e divulgar ofertas de trabalho, cursos de capacitação profissional e geração de renda e serviços à comunidade (saúde, documentos, previdência, bolsa-família, etc).
Formar um grupo de mães de alunos que ensinem o melhor aproveitamento dos alimentos, para evitar desperdícios.
Monitorar a merenda escolar e comunicar qualquer irregularidade ao Conselho de Alimentação Escolar, ao Ministério Público ou ao Ministério da Educação pelo telefone gratuito 0800 61 6161.
Buscar parcerias que ajudem a enriquecer a alimentação oferecida por escolas e organizações sociais.
Fazer uma horta caseira e incentivar os vizinhos e as escolas do bairro a fazerem o mesmo.
Sensibilizar supermercados, restaurantes e quitandas para o não desperdício, informando-os sobre locais para onde podem ser encaminhados os alimentos excedentes.
Valorizar o desenvolvimento local, comprando e promovendo o uso de produtos do comércio solidário.
2. EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE PARA TODOS

Não há o que discutir, todos têm direito a educação de qualidade. Entretanto, não é bem isso o que acontece, pois muitas pessoas não chegam a completar o ciclo básico.

O Brasil é o sétimo país do mundo em número de analfabetos, sendo que 18 milhões destes nunca passaram pela escola.
SUGESTÕES DE AÇÕES:
Falar com os diretores das escolas e se oferecer como voluntário, pois com certeza saberão aproveitar sua disponibilidade.
Identificar os alunos que estão faltando muito às aulas e incentivá-los a voltar a freqüentar a escola.
Mostrar que atividades recreativas e esportivas também são educativas. Disciplina, respeito e cooperação podem ser reforçados nesses momentos.
Organizar ou participar de campanhas de doação de livros e de materiais didáticos para instituições e bibliotecas.
Fazer e manter uma biblioteca alegre e acolhedora, e mostrar que a leitura é um prazer.
Acolher e respeitar os alunos especiais, além de denunciar professores e escolas que não promovam a inclusão dos portadores de deficiências.
Identificar crianças fora da escola e encaminhá-las para o ensino, além de denunciar o fato ao Conselho Tutelar da cidade.
Fazer o acompanhamento de uma criança incentivando-a e monitorando seu desempenho.
Participar do Conselho Escolar e acompanhar o desempenho da escola.
Organizar aulas de reforço escolar para estudantes com dificuldades de aprendizagem.
Fazer um levantamento dos analfabetos em seu bairro e incentivá-los a freqüentar um curso de alfabetização.
Incentivar a criação e o trabalho voluntário em creches para crianças de 0 a 4 anos.
3. IGUALDADE ENTRE SEXOS E VALORIZAÇÃO DA MULHER

A história do mundo nos mostra que durante muito tempo os homens e as mulheres não tinham os mesmos direitos e deveres. Em alguns países isso ainda acontece. Em outros, as mulheres conquistaram direitos que antes lhes eram negados.

No Brasil, as mulheres chegam a ganhar até 40% a menos do que os homens para exercer o mesmo trabalho.
SUGESTÕES DE AÇÕES:
Visitar a câmara municipal, entrevistar as vereadoras e conhecer suas propostas para ajudar as mulheres de sua cidade.
Divulgar que existem, nas grandes cidades, centros de atendimento para mulheres, onde elas podem denunciar a violência e ter um acompanhamento físico e psicológico.
Identificar e divulgar novas oportunidades de trabalho para mulheres.
Incentivar ações que estimulem as mulheres a buscar alternativas de geração de renda.
Educar filhos e filhas para que eles realizem, com igualdade, o trabalho do dia a dia em casa.
Não reproduzir expressões como “isso é coisa de mulher”, que sejam contra a dignidade da mulher ou que a coloquem em situação de inferioridade.
Denunciar casos de violência, abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes pelo telefone gratuito 0800 99 0500 ou procurar o Conselho Tutelar da cidade. Nos casos de agressão física e de violência sexual contra mulheres, ligar para o telefone gratuito do Disque Denúncia da Polícia Civil 0800 84 29 99 (RN).
Não empregar crianças, para não prejudicar seu desenvolvimento ou comprometer sua infância, e denunciar os casos conhecidos de trabalho infantil para a Delegacia Regional do Trabalho.
Não valorizar e não comprar produtos que explorem o corpo da mulher em sua comercialização, exigindo o cumprimento da regulamentação publicitária e fortalecendo o senso critico da sociedade.
Atuar em atividades em prol da melhoria da auto-estima das mulheres, promovendo a valorização e o respeito em todas as fases do seu ciclo de vida (infância, adolescência, gravidez, maternidade, velhice).
Encorajar as jovens para que busquem seu desenvolvimento socioeconômico, por meio da educação e do trabalho.
Incentivar adolescentes mães a retomarem seu projeto de vida, combatendo qualquer situação que dificulte seu acesso às escolas públicas.
4. REDUZIR A MORTALIDADE INFANTIL

Em nosso país muitas crianças morrem antes de completar o primeiro ano de vida. As causas são inúmeras, como a desnutrição a falta de acompanhamento pré-natal e durante o parto.
Melhorar a saúde materna ajuda a reduzir a mortalidade infantil.
No Brasil, a mortalidade no primeiro ano de vida é de 27,8 para cada 1.000.
SUGESTÕES DE AÇÕES:
Fazer campanhas para mostrar: -Como as vacinas protegem o bebê.-Como a higiene pode evitar algumas doenças.-Qual a nutrição adequada para o bebê.-A importância do aleitamento materno.
Ensinar a fazer o soro caseiro.
Ajudar no dia da vacinação, garantindo que as crianças do bairro sejam vacinadas.
Doar leite materno para recém-nascidos órfãos ou para aqueles que não possam recebê-lo de suas mães biológicas.
Realizar todas as consultas e o acompanhamento do pré-natal, além de sensibilizar outras mães a fazerem o mesmo.
Levar seu filho, até o quinto dia de vida, ao posto de saúde para fazer o teste do pezinho, vaciná-lo, verificar como está a amamentação e se a pele do bebê está amarelada.
Estimular as mães para a prática da amamentação de seus filhos, no mínimo por 6 meses.
Sensibilizar as mães a levarem seus bebês ao serviço de saúde mensalmente, sobretudo, no primeiro ano de vida, e sempre que os bebês apresentarem diarréia, cansaço, tosse ou febre.
Exigir que, na hora do parto, haja um pediatra para acompanhar o nascimento do bebê.
Incentivar a criação de creches que impactam na saúde e na redução da mortalidade infantil.
5. MELHORAR A SAÚDE DAS GESTANTES

Em nosso país muitas mães morrem no parto ou logo após. As causas são inúmeras, como a assistência médica inadequada, a falta de preparo das mães para se cuidar durante a gestação e a desnutrição.
Melhorar a saúde materna ajuda a reduzir a mortalidade infantil. A assistência médica inadequada durante a gravidez e o parto pode causar a morte do bebê e da mãe.
No Brasil, a mortalidade materna é de 2,6 para cada 1.000.
SUGESTÕES DE AÇÕES:
Fazer campanhas sobre:-Planejamento familiar.-Prevenção do câncer de mama e de colo de útero.-Gravidez de risco.-A importância do exame pré-natal.-Nutrição da mãe e aleitamento materno.
Não se automedicar e não receitar remédios para gestantes.
Propiciar um ambiente agradável, afetivo e pacífico às gestantes em casa, no trabalho, no dia a dia, dando prioridade a elas, cedendo a vez em filas, auxiliando-as em seu deslocamento e no carregamento de pacotes.
Presentear uma grávida em situação de desvantagem social com um enxoval para seu bebê.
Acompanhar uma gestante, garantindo a realização do pré-natal, oferecendo transporte para as consultas e facilitando a aquisição de medicamentos, quando necessário.
Divulgar informações sobre saúde para gestantes e articular palestras em Postos de Saúde, Centros Comunitários e instituições como a Pastoral da Criança.
Participar de iniciativas comunitárias voltadas para a melhoria da saúde materna e o atendimento à gestante (pré-natal e pós-parto).
Incentivar o debate entre a universidade, a escola e a comunidade.
Reunir mulheres grávidas para troca de experiências.
Incentivar a educação para gestantes.
6. COMBATER A AIDS, A MALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS

Um dos maiores problemas mundiais são as doenças que atingem grande número de pessoas – e sabemos que a prevenção é a melhor maneira de combatê-las.
O Brasil tem o maior número de casos de malária das Américas, e é o terceiro lugar do mundo em incidência dessa doença.Os casos de Aids, no entanto, diminuíram em quase todos os grupos. O único grupo em que houve aumento foi no de mulheres dos 13 aos 19 anos.
SUGESTÕES DE AÇÕES:
Fazer visitas domiciliares para mostrar os locais que podem favorecer a dengue, principalmente no verão, época de epidemias de dengue.
Incentivar a população a participar das campanhas de vacinação.
Fazer campanhas de informação, mobilização e prevenção à Aids e de outras doenças epidêmicas.
Divulgar informações sobre todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), na comunidade. Orientar sobre sintomas e busca de tratamento médico.
Fazer levantamento sobre os serviços disponíveis – remédios, postos de saúde, centros de atendimento.
Cuidar de nossa higiene, e incentivar e orientar que outros façam o mesmo.
Usar preservativo, exigir sangue testado e não compartilhar seringas e agulhas, prevenindo-se do HIV.
Procurar um posto de saúde ao identificar manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, dormentes na pele. Hanseníase tem cura.
Doar sangue periodicamente aos hemocentros e estimular que outras pessoas o façam.
Não deixar acumular água em plantas, vasos, calhas, pneus, vidros e outros recipientes, evitando que surjam focos do mosquito transmissor da dengue em casa, na rua, no bairro.
Encaminhar as pessoas com febre e tosse persistentes ao serviço de saúde, além de orientar os portadores de tuberculose para que façam o tratamento completo – mesmo que não apresentem mais os sintomas da doença.
Sensibilizar familiares e amigos a não estimularem o consumo de bebida alcoólica por crianças e adolescentes, contribuindo para prevenir o alcoolismo e suas conseqüências.
Identificar, na família e na comunidade, pessoas que fazem uso abusivo de álcool, encaminhando-as aos serviços de saúde para tratamento médico e apoio psicossocial.
Incentivar o debate entre a universidade, as escolas e a comunidade para atingir mais amplamente esse objetivo.
7. QUALIDADE DE VIDA E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE

O desmatamento, o desperdício de água e a produção excessiva de lixo são alguns dos problemas mais graves enfrentados pela humanidade. Cuidar do meio ambiente deve fazer parte de nosso dia-a-dia.
Apesar de o Brasil ter aproximadamente 12% de toda a água doce do planeta, 22 milhões de pessoas não têm acesso a água de boa qualidade . A água é um recurso natural renovável: rios, lagos e lençóis subterrâneos são capazes de repor seus suprimentos, desde que a humanidade não os esvazie rápido demais ou os contamine.
SUGESTÕES DE AÇÕES:
Fazer campanhas de uso racional de água e energia.
Plantar árvores nas ruas é muito importante, porém é preciso pedir licença à prefeitura e aos moradores.
Implementar a coleta seletiva nas escolas, no condomínio ou no bairro e divulgar o benefício de produtos biodegradáveis ou recicláveis.
Realizar mutirões de limpeza e rearborização de praças, rios e lagos.
Contribuir com a limpeza da cidade, praticando ações simples como não acumular lixo em casa, ruas, terrenos, praias, rios e mares. Não jogar lixo pela janela.
Não fumar em ambientes públicos fechados.
Utilizar a água que sobrou da chaleira, do cozimento de ovos e da lavagem de vegetais para aguar plantas. Armazenar água da chuva, em recipientes fechados, para lavar carros e calçadas, economizando água – recurso natural limitado – nas ações cotidianas.
Diminuir o uso de energia elétrica entre 6 e 9 horas da noite. Desligar aparelhos que não estão sendo usados, economizando e evitando a falta de energia elétrica.
Economizar papel. Imprimir apenas documentos importantes e procurar usar os dois lados da folha. O verso de uma folha pode ser usado como rascunho, bloco de recados ou para os desenhos das crianças.
Participar de ações de preservação e defesa de mangues, rios e mares.
Participar de projetos sociais para construção de cisternas e casas com esgotamento sanitário para famílias de baixa renda, em áreas urbanas ou rurais.
Incentivar o uso de sacolas reutilizáveis para compras.
Incentivar o uso de produtos feitos com material reciclado.
8. TODO MUNDO TRABALHANDO PELO DESENVOLVIMENTO

Muitas vezes a solução de um problema pode servir de resposta para outros, principalmente quando pessoas, escolas, governos, sociedade civil, empresas e organizações sociais trabalham juntas.
O trabalho voluntário é quase sempre realizado em parceria. Um bom exemplo de parcerias são as realizadas entre escolas, em que professores e alunos compartilham idéias, espaço e muita criatividade em projetos de voluntariado educativo.
SUGESTÕES DE AÇÕES:
Escolher temas de interesse comum e promover encontros entre escola e comunidade e organizações sociais – é fundamental continuar aprendendo coisas novas sempre.
Organizar o grêmio da escola que pode desenvolver vários cursos como inclusão digital e geração de renda.
Divulgar o que já está sendo feito pela comunidade, no jornal da escola, do condomínio ou do bairro– nada melhor do que compartilhar experiências.
Convidar amigos, vizinhos, empresas e instituições a participarem. Enquanto o seu grupo faz uma ação, muitos outros também estão fazendo a sua parte. O sucesso de um projeto de voluntariado depende das pessoas envolvidas e das parcerias realizadas.
Não votar em candidatos que ofereçam, em troca de votos, favores como emprego, dinheiro, cestas básicas, consultas médicas etc.
Fiscalizar a atuação dos políticos, exigindo que eles cumpram as promessas de campanha.
Exercer o dever de cidadão, participando ativamente do planejamento da cidade – por meio do Orçamento Participativo, do Plano Diretor ou dos Conselhos Municipais.
Participar de discussões e projetos em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), incentivando o engajamento de outras pessoas, organizações e empresas.
Formar parcerias com setor público, empresas, associações e conselhos, a fim de resolver os problemas mais relevantes do bairro.
Sensibilizar o Conselho de Bairro para que reivindique o acesso a medicamentos seguros e a preços acessíveis.
Sensibilizar o Conselho de Bairro para que reivindique o acesso à Internet e a outros meios de comunicação, além de se disponibilizar para projetos de inclusão digital voltados para jovens em situação de desvantagem social.
Promover ações voluntárias na comunidade, contribuindo para o desenvolvimento urbano e para o alcance dos Objetivos do Milênio.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ações culturais da Ação da Cidadania

João Guerreiro, Coordenador de ações culturais da Ação da Cidadania.

Um bilhão de pessoas. A projeção apresentada ontem pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) rompe mais do que uma barreira simbólica: mais de 15% da população mundial sofrerão de desnutrição neste ano. Segundo o relatório, o grande vilão da vez é a crise financeira mundial, e seus impactos nos índices de crescimento da economia global.Segundo a FAO, a produção de alimentos teve um aumento considerável desde 2006 (24%) devido à elevação da demanda nos países desenvolvidos. E, para alguns analistas, a entrada no cenário mundial de 1 bilhão de consumidores chineses teria sido a gota d'água. Mas, há contradições: como um sexto da população pode estar desnutrida – número superior ao encontrado em 2008 – enquanto a produção de alimentos vem aumentando?A questão parece ser mais complexa e de ações de curto, médio e longo prazos. As raízes do aumento da fome no mundo estão muito mais atreladas à falta de renda das famílias do que a uma suposta escassez de alimentos. A concentração de praticamente todos os subnutridos em países em desenvolvimento, conforme informa o relatório, aponta para a necessidade de implementação de políticas estruturais de erradicação da miséria.Mas, emergencialmente, os organismos internacionais multilaterais precisam assumir a gravidade da situação, traçar ações coordenadas e intensificar a ajuda aos países em desenvolvimento, seja com recursos e alimentos, seja com investimento/financiamento em tecnologia para produção de alimentos.Nós podemos ajudar! Há 16 anos o nosso saudoso Betinho afirmava: "Quem tem fome tem pressa". Após uma luta incansável junto com outras instituições da sociedade civil, observamos a implementação de políticas públicas emergenciais de combate à fome no Brasil e os resultados na diminuição da desigualdade de renda. Hoje discutimos quais são as modificações estruturais necessárias para cortar o efeito entre as gerações do ciclo da miséria.Ao lado da crise econômica mundial temos, ainda, os efeitos das mudanças climáticas globais (quem teve a oportunidade de ver, no último dia 5 de junho, o lançamento simultâneo em mais de 50 países do filme Home – Nosso planeta, nossa casa, pôde perceber os impactos do aquecimento climático nas diversas regiões do planeta. Estas mudanças criam o aumento das áreas desertificadas – segundo a ONU, 41% do território mundial em 2006 eram formados por áreas secas. Essas regiões abrigam 2 bilhões de habitantes!A agenda está colocada: políticas emergenciais de distribuição de alimentos sob coordenação dos órgãos multilaterais, financiamento de tecnologia agrícola e um novo padrão de desenvolvimento que agregue sustentabilidade e distribuição de renda.
Artigo publicado no JB sábado, 20 de Junho de 2009.